Quinhão. Eppur Simuove!
Segunda-feira, Dezembro 01, 2008:
a sala:
dispostos, sofás, mesa, cadeiras, luminária. Também discos, livros.
Neste quarto:
dispostos: a poeira. e nada mais.
não tem volta. daqui pra frente, seremos aquilo que mais temíamos ser: incapazes.
de nos olharmos, de nos tolerarmos, de seguirmos.
Eu parei. E você?
BRUNO DE PIERRO // Segunda-feira, Dezembro 01, 2008
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Quarta-feira, Outubro 29, 2008:
Eu não devia ter partido tão cedo naquele dia
Mas é que sempre há algo para se fazer lá fora
E eu não sei o que posso fazer sem deixar a dúvida
Tomar parte de tudo; quem sabe resolva um enigma
desvio
do desejo
Perdição.
é quando me perco e não mais a vejo
Elucidação.
Meu caminho (seu beijo).
BRUNO DE PIERRO // Quarta-feira, Outubro 29, 2008
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Domingo, Outubro 19, 2008:
não. desta vez não adianta mesmo ir dormir
as coisas só iriam piorar
acabaram-se as horas e o momento é de partir
eu sei. você precisa sonhar
mas sonhar pode ser perigoso se não me ouvir
nem aqui. se pudesse mesmo me ver
saberia, então, que nem você é de se perder
como o fiz. ao partir, não se esqueça de sonhar
e se me ouvir, faça-se de surda, que não vale a pena voltar.
BRUNO DE PIERRO // Domingo, Outubro 19, 2008
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Domingo, Setembro 07, 2008:
fique aqui, por favor.
e não se mova nem se queixe
de que não tem tempo nem motivos
porque é nessas horas
que o único motivo que temos para ficarmos juntos
é que a vida que irradia de você
é a mesma que prolonga minha existência neste mundo
por mais um minuto
BRUNO DE PIERRO // Domingo, Setembro 07, 2008
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Domingo, Agosto 17, 2008:
Jaco Pastorius & Toots Thielemans:
BRUNO DE PIERRO // Domingo, Agosto 17, 2008
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Domingo, Agosto 10, 2008:
Voltando para casa, decidiu que, assim que chegasse, iria correndo para seu quarto e lá ficaria trancado por um bom tempo.
_ Uma semana ou mais! - falava para si mesmo.
A madrugada lhe exigia uma aventura. O frio impedia qualquer ato de revolta. E tudo o que bebera desde tarde não era suficiente para se fazer calar os gritos que o atormentavam. Não conseguia entender os motivos de sua paralisia diante dos fatos e repetia tropeçando nos buracos:
_ Mas simplismente as coisas são assim! Tudo caminha para isso! Então, por que nada acontece assim?
O primeiro encontro, os olhares, as descobertas. Rir daquilo que não tem graça. Era isso! Sentia falta de tudo o que acompanha um casal, ou seja, das coisas efêmeras e passageiras, bobas e superficiais, mas que, regidas pelo amor, tornam-se marcantes. Seus olhos haviam se acostumado com as cores das pares daquela casa que visitava toda semana. Seus ouvidos não se importavam com as obras ao lado. Não precisava abrir o jornal para se sentir no mundo.
_ Quando se perde o rumo, nem mesmo o caminho de que se tanto precisaria é importante.
Depende. Primeiro se perguntou: quero voltar mesmo para casa? Depois, optou pela saída: quero a liberdade de não poder sofrer jamais!
Uma semana no quarto. Ou algo melhor? Dispensar aquela madrugada? Como quem o dispensara havia pouco tempo? Não! Nunca!
O céu estava tornando-se vinho, quando, lá de cima, ele despencou. Antes que passasse mal, novamente, e vomitasse tudo.
Sujeira por sujeira, melhor aquela que nos livra de uma próxima atitude igualmente nojenta.
BRUNO DE PIERRO // Domingo, Agosto 10, 2008
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Domingo, Julho 27, 2008:
Crítico da paz
Que não vê mais beleza por aqui
Suma com o vento e apareça depois com aquele véu
Para me impedir de sair
E ver que tudo está abaixo do céu
E que ela já se foi com outro rapaz
São dois minutos para o fim deste dia
E ninguém chega aqui com a última notícia
Talvez não tenha acontecido nada
Talvez seja só mais uma forma de se pensar
E quem é que me diz que tudo está bem?
Critico da paz!
Por que não deixa de lado a paz?
Se não acredita mais em sua salvação
Por que com ela se preocupar?
Quem sabe um dia inteiro cara a cara com uma alucinação
Não me tire de uma vida inteira cara a cara com equivocos
Pois acima do céu ninguém nos espera para nos dar a mão
Todos aqui já estão secos.
BRUNO DE PIERRO // Domingo, Julho 27, 2008
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Domingo, Julho 06, 2008:
O que devo fazer agora? Você sorri e segue. Eu, tudo oposto. Nunca quero sorrir quando não a tenho por perto. E não consigo de jeito algum seguir sem ter você como guia.
Espero que as luzes se apaguem. Que eu deite. Quero mais do que tudo o fim deste dia. E do próximo! E do outro também... Pois, para quê insistir em ser alguém melhor, se o que me faz não cair a cada passo que dou é você?
Hoje de manhã sangrei bem. Do jeito que sonhei.
BRUNO DE PIERRO // Domingo, Julho 06, 2008
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